
E eis que o começo de tudo de lhe reaparecera, como que num passe de mágica, e como se já fosse esperado. Em um novo começo, os erros passados são esquecidos e só são levados em conta as novas estratégias para a vitória.
O êxito... Todos estão atrás dele... E ele só se será de um.
Uns tem mais ânsia do que o outro.
Muito tempo na espera, uma constatação de que ainda é o melhor, uma busca por um presente nunca obtido. Diversos motivos em volta de algo tão único e tão comum. Algo tão animal e sublimamente humano.
Eis o significado de um novo campeonato aos boleiros.
Em dias de hoje, triste é dizer que este sofrimento em busca da vitória parte em maior relevância unicamente dos torcedores, enquanto, os atores do filme da bola, estão mais preocupados com o próximo salário e com seu futuro na Europa.
Bons tempos aqueles do Pelé do Santos, do Garrincha do Botafogo, do Ademir da Guia e do São Marcos do Palmeiras...
Craques de um time só?
Coisa rara no futebol hoje em dia... Rogerio Ceni e Marcos? Os remanescentes? Aquele que souber de mais algum me avise. Anseio por aumentar esta lista.
Não sou do tempo do futebol arte, do futebol amor... Sou do tempo do futebol 3ª maior fonte de renda. Do futebol exportador de talentos. Do futebol que perde uma Copa do Mundo pela explosão de egos de um conjunto.
Mas sim sou do tempo em que uma partida de futebol altera meus ânimos. Sou do tempo em que uma vitória me faz gritar e uma derrota faz bater.
Sou do tempo em que ouvir um jogo no radinho de pilha - hoje pela internet - é mais emocionante que pela tevê. Sou do tempo em que a gazeta esportiva agora é site e não mais aquele jornal que falava tudo sobre esporte.
Sou do tempo em que as camisas de times encareceram, buscando cada vez mais parecerem-se com as antigas.
Enfim, sou do tempo da raça do Felipão e não da apatia do Parreira (...)
