O que seria agora bom ou suficiente para se dizer? Depois de tanto tempo, o que faria com que as coisas se tornassem mais coisas e os espaços menos distantes? Onde encontrar a falta que senti? O que há agora são apenas vácuos, vazios inexplicáveis que parecem não levar a nada. Nem sequer os porquês causam mais tantas dúvidas. Está tudo claro. Ou não. Parece que já não importa se está claro ou escuro.
A ansiedade das escolha, esperas, estados já não é presente. Tanto faz se sim ou se não. Que seja apenas indolor e que não cause estragos. Talvez neste momento seria importante apenas saber quantas ondas quebraram neste último minuto naquele mar. E quantas estrelas cadentes passaram por este céu acima do mar.
Que fosse agora apenas um instante para contemplação. Um momento onde nada mais fosse importante e onde eu não me lembrasse de tudo o que tenho que pensar.