
Palavras que o vento não leva.
Vontade de sumir, e deixar tudo para trás.
Vontade de dizer adeus.
Adeus a quem arranha o amor que ainda há.
Adeus a quem já não sabe mais fazê-lo crescer.
Adeus a quem fere com palavras, com atos, com omissão de atos.
Mas a verdade é que ela não sabia se devia dizer adeus. Ninguém a ensinou quando e o que deveria motivar alguém a dizer adeus.
Ela também não sabia que seu amor era tão forte a ponto de suportar tantas coisas. E não sabia se ele realmente era grande para relevar tantas coisas.
Pensava em partir.
Mas a verdade é que quando ela se via sozinha, longe daquele com quem dividiu tanta coisa ela paralisava.
Tinha arrepios, as pernas amorteciam. A voz não saia. O coração ficava apertado. A cabeça a mil.
Não. Ela não queria dizer adeus. Não queria perdê-lo. Queria que ele apenas fosse o mesmo. Aquele por quem se apaixonara. Aquele por quem ela jurou amor eterno.
Por que tudo se complicava tanto? Onde estava a simplicidade do amor. Aquela simplicidade que por tanto tempo fez o amor entre eles perfeito?
Por que pareciam viver numa torre de babel, onde ninguém mais se entendia, onde os sentimentos se confundiam tanto e eram deixados por tantas vezes de lado. Era “cedo ou tarde demais pra dizer Adeus”.
A disposição dela em dizer Adeus havia se esvaído. Ontem ela dizia não precisar mais desse sofrimento. E hoje está trêmula e pensativa.
Ela sofre e tenta acertar coisas. Tenta de todas as formas trazê-lo de volta.
Talvez ela devesse desistir e dizer Adeus. Como uma certa mulher havia feito, tão segura...
Ela disse adeus, e chorou,
Já sem nenhum sinal de amor.
Ela se vestiu, e se olhou;
Sem luxo, mas se perfumou.
Lágrimas por ninguém,
Só porque, é triste o fim.
Outro amor se acabou.
Ele quis lhe pedir pra ficar;
De nada ia adiantar.
Quis lhe prometer melhorar,
E quem iria acreditar?
Ela não precisa mais de você,
Sempre o último a saber.