
Escrevi este texto para uma revista da Faculdade. Mas o tema me chamou atenção e resolvi colocar aqui!
É cada vez mais comum as relações durarem cada vez menos. São marcados por uma paixão avassaladora no início e um fim repentino e definitivo.
São os chamados “amores-relâmpagos”. Aliás, existe amor-relâmpago? Acredito que não se trata de um amor, e nem chega a ser paixão. É um encantamento que se alia ao desejo de duas pessoas deixarem de serem sozinhas.
Acho que muitos desses casos ocorrem porque ambos estão cansados da solteirice e, em busca de companhia, se entusiasmam com a primeira pessoa com certo charme que apareçam em suas vidas.
Um dos casos mais famosos deste problema aconteceu em junho de 2004: Ronaldo e Daniella Cicarelli. Ele, jogador de futebol em Madri; ela, modelo e apresentadora em São Paulo.
Apesar de mundos distantes, no mesmo mês já estavam namorando. No mês seguinte, trocavam juras de amor públicas e planejavam o casamento, concretizado com toda a pompa, em um castelo em Chantilly, na França, em fevereiro de 2005. O conto de fadas, porém, terminou três meses depois, quando anunciaram a separação.
Hoje, a idéia de coisas descartáveis faz que, ao primeiro problema, o que está errado seja jogado fora. O relacionamento é tão frágil que não suporta enfrentar estes problemas.
Esta fragilidade ocorre porque não há alicerces mais profundos nestas relações. Elas São baseadas em atrações físicas ou carências afetivas.
Geralmente, a pessoa que não consegue amadurecer um relacionamento é insegura e tem baixa auto-estima. Está sempre em busca de algo que não encontra, porque nem sabe exatamente o que quer. Assim, não consegue estabelecer nem fortalecer elos, é tudo muito superficial.
Infelizmente os valores mudaram muito. Não existe mais aquela tolerância que fazia nossa avós suportarem tantas coisas nos casamentos. Simplesmente quando algo vai mal acreditamos que o ideal é trocar e não consertar o que está errado.
Hoje, as pessoas dizem "eu te amo" como se estivessem brincando. Hoje as pessoas nem se conhecem direito e já vão morar junto. Por isso ocorrem tantas separações. Acho que se nao queimassem tantas etapas não existiria tantas separações.
A solução para esta questão é justamente a compreensão do termo “queimar etapas”. Todos os relacionamentos precisam de um tempo para amadurecerem. Assim é o amor real: dois seres imperfeitos, diferentes, com afinidades que se juntam para acrescentar um na vida do outro, de modo que a vida a dois seja um constante e prazeiroso aprendizado.

Há tempos que este assunto está me inquietando. Acho um absurdo que haja preconceito e racismo dentro de um esporte onde o maior ídolo mundial é negro (Pelé).
Sempre acreditei que no futebol as chances podiam ser iguais para pobres e ricos, já que o sucesso na profissão depende apenas do desempenho de cada atleta. E isso é a mais pura verdade: analise estatisticamente, quantos jovens de classe média ou alta, como o Kaká, ingressam no futebol e quantos jovens pobres, como Ronaldo, Ronaldinho, Robinho e etc, se destacam no esporte.
É belíssimo notar que ao menos no futebol, as chances são iguais. Claro que o rico tem maiores condições, pois pode entrar desde cedo a uma escolinha de futebol, pode ter bons contatos e etc, mas o que vale é a raça.
Voltando ao tema do tópico, racismo, eu ia escrever algo em protesto à atitude do Zagueiro Antonio Carlos, que por muito tempo jogou no meu Palmeiras, sendo companheiro de um de nossos maiores zagueiros: Cléber, um negro simpático, bem humorado e o essencial: talentosíssimo.
Ao pesquisar na internet sobre o assunto, encontrei esta carta dorepórter da revista Placar André Risek. Acho que ela diz tudo o que eu queria dizer... Leiam
Meu caro Antônio Carlos,
Acredito que nos momentos de explosão muitas vezes a gente revela o nosso pior, porém verdadeiro lado. O verdadeiro Antônio Carlos é aquele que esfregou o dedo nos braços e chamou um colega de profissão de macaco. Não acredito no que veio a público no dia seguinte, com as palavras estudadas, chorando e pedindo desculpas nas entrevistas, dizendo que não é racista. Este, para mim, é falso como uísque paraguaio. “Se eu disse macaco, peço desculpas”. Se eu disse?! Como assim “se eu disse”, cara pálida? Cadê aquele ar de superioridade racial que exibiu no domingo?
Cadê aquela coragem toda que mostrou na hora de humilhar um colega? A verdade, meu caro, é que não havia o que fazer depois do estrago. Não havia nada que pudesse ter dito que amenizasse a cena asquerosa que protagonizou em Caxias do Sul. A única coisa a fazer era pedir desculpas (sem o “se”), dizer que se arrepende, que a partir de agora iria se dedicar a ajudar as nobres causas contra a segregação racial, que foi criado em uma sociedade racista, em um ambiente racista, e sentia vergonha de também carregar este sentimento guardado dentro de si, e que ele veio à tona em um momento de explosão. Enfim, nestas horas, falar a verdade pode não desfazer o estrago. Mas é sempre o melhor caminho. Você joga num clube cuja torcida já foi punida por racismo, caro beque. Com que moral, agora, o Juventude pode combater o racismo de parte de sua torcida? Você, bem informado que é, também acompanha futebol europeu. Sabe que a Fifa (e até a Nike!) vem fazendo seguidas campanhas contra o racismo, que a situação está preocupante na Europa, onde algumas torcidas jogam bananas e imitam macacos quando os jogadores negros pegam na bola (pelos padrões europeus, Ronaldo e Roberto Carlos também são negros).
Lá, cada vez mais os grupos neo-nazistas se infiltram nas arquibancadas. Num jogo do Paris Saint Germain em 2005 contra o Lens, chegaram a exibir uma faixa com os dizeres: “Adiante, brancos”. Por tudo isso, o seu gesto se torna ainda mais repugnante. É o ídolo contagiando a torcida, quando o ídolo deveria era dar o exemplo. Atletas como Ferdinand, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Henry fazem campanhas na TV contra a intolerância racial.
Episódios semelhantes ao da França vêm se repetindo na Itália, onde você jogou. O motivo é simples: há um recrudescimento geral do racismo no continente, que registra aumento no fluxo de imigrantes desde a última década. Entre estes imigrantes estão os jogadores de futebol, vindos de países da América do Sul e da África. Na Liga dos Campeões, há 66 jogadores brasileiros. Apenas a França tem mais atletas inscritos no torneio! O futebol tem a chance de ouro de dar o exemplo para o resto da sociedade, de como brancos, amarelos, azuis, negros e vermelhos podem conviver juntos. E gente como você desperdiça estas oportunidades, Antônio Carlos.
Outro dia, vi o Mário Sérgio dizer na TV que no futebol de hoje existe muita frescura. Um técnico reclama da comissão de arbitragem e resolvem puni-lo por causa de uma opinião banal. Concordo com o Mário. Mas o seu caso, caro beque, não pode ser encarado como mais uma “discussão de jogo”, “coisa do futebol”, “que deve ser discutida e encerrada dentro de campo”. Racismo é crime inafiançável neste país porque existe uma dívida com a raça negra, que foi roubada de sua terra para virar escrava de branco durante séculos. E por causa disso, hoje os negros são mais pobres, têm menos oportunidades e são discriminados. A sociedade tem o dever de pagar essa dívida, com juros. Este pagamento passa por punições a racistas como você, Antônio Carlos.
Outro dia, meu irmão de 14 anos fez um comentário racista na minha frente. Tentei explicar para ele a gravidade do que dizia, disse que pessoas que pensavam daquela maneira não seriam bem-vindas dentro da minha casa. Mas acho que não adiantou. Meu irmão - e tantos outros -- só vai entender essas coisas se assistir aos racistas respondendo na Justiça por seus atos. Sim, na Justiça Comum. Porque se alguém matar num campo de futebol, isso deixa de ser coisa do esporte para virar caso de polícia. Racismo também é caso de polícia.
Você foi um dos grandes zagueiros que eu vi jogar, Antônio Carlos (principalmente quando fazia dupla com o negro Cléber no Palmeiras, em 94). Poderia até ter disputado uma Copa, a de 94, quando a zaga acabou formada por Aldair e Márcio Santos, e Ronaldão no banco. O futebol ainda é um dos poucos meios profissionais onde brancos e negros conseguem competir em igualdade de condições, apesar do racismo. Que você sirva de exemplo. É o que de melhor posso lhe desejar neste momento.
Muitas vezes desejamos tanto uma coisa que nos surpreendemos ao ver nossa capacidade de lutar, enfrentar e não temer as dificuldades.
Lutamos mesmo. Passamos por cima inclusive daquelas vozes que nos diziam: "Desista, você não vai conseguir" ou "Sonhe outro sonho"...
Tornamos-nos as criaturas mais felizes do planeta quando temos nossos sonhos concretizados e fazemos deste sonho nossa maior preciosidade.
Prometemos cuidar dessa jóia, para que jamais venhamos a perdê-las.
O problema é que depois que conquistamos nossos alvos, nos acomodamos e deixamos de cuidar do que acreditávamos ser nosso para sempre.
É assim que perdemos pessoas queridas, momentos e fatos especiais e coisas importantes no nosso dia-a-dia.
Alguém um dia me disse: "Não basta plantarmos um jardim inteiro. As flores podem até nascer, mas só terão seu encanto e beleza se forem constantemente cultivadas". E eu achei que fosse bobagem... Hoje, aprendi que não era. O ruim é que a gente nunca se dá conta de que não está agindo direito com aquela pessoa que nos esforçamos tanto para ter ao nosso lado.Esta é uma das mais puras verdades...
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Só para constar, meu time virou um 2X0 em pleno Parque Antarctica e fez 4X2... Isso é garra de Campeão. Valeu Marcinho, Edmundo, Washington, Marcinho Guerreiro e Sérgio que com suas defesas, deu um show à parte!