
Ela se sente a última das mulheres. Por que? Por que? Por que só o filho dela não lhe dá um netinho? Todas as suas amigas já são avós, sem contar que os filhos dela são mais novos.
E por que justo seu próprio filho não lhe dá essa alegria? Por que ele não desempaca e casa logo?
Ela começa sutilmente a perguntar para a nora "E o casamento, sai quando?", ou "Vocês não tem vontade de um menininho, não?". Depois começa a progredir com "Eu acho que uma criança sempre alegra um lar" ou "Nossa, já estou ficando velha e ainda não tenho netos". Até chegar às máximas: "Vocês estão esperando o que pra casar logo e me dar um netinho?"
Mas parece que não tem jeito. O casal está decidido a esperar mais um pouco. "Não é hora ainda, mamãe. Casamento é coisa séria. E filhos, mais ainda", tenta contornar o filho. E a ela só cabe esperar. Mas a futura avó não espera sentada. Espera agindo: comprando enxoval, presentes, escolhendo o nome... Escolhendo o nome? Não, isso não. A nora não vai deixar. Mas isso é uma outra história.

Hoje liguei o rádio do carro pra vir trabalhar e fiquei ouvindo notícias. Algo muito forte me chamou a atenção. Segundo pesquisas de ibope, Lula venceria as eleições novamente. Mesmo no 2° Turno.
Como pode? Será que todo mundo esqueceu tudo que aconteceu? NInguém mais lembra dos escandalos, da corrupção? Da omissão do nosso presidente?
Não estou defendendo a bandeira de nenhum outro partido, apenas acho que é inadmissível, depois de tudo o que aconteceu, que nós elejamos novamente alguém que não soube nem sequer cuidar dos negócios dos seu filho - o filho de Lula também se envolveu em escândalos de corrupção.
Às vezes acho que nós somos masoquistas. Que gostamos de apanhar, que queremos mesmo sofrer.
Vejo isso até no dia-a-dia. Com coisas mais simples. Tenho uma amiga apaixonaaaaada. Namora há anos. O namorado já a traiu, já a enganou e sempre volta atrás depois com a mesma desculpa e discurso: "Foi um lapso. Não vai mais acontecer". Uma vez vai. Duas, é demais, mas, tolerável... Agora 4 vezes? Peraí! Será que não dá pra ver que tem alguma coisa errada?
Ou será que ela gosta disso? Ou acha que não merece coisa melhor? Ou acha que não existe coisa melhor?
Será que não tá na hora de terminar? Ficar sozinha, conhecer outra pessoa? Sim. Mas e o medo dessa outra pessoa não aparecer? E o medo dessa pessoa aparecer e ser um mentiroso, como o atual?
Penso que na política agimos assim também. Com medo de um corrupto maior, e com medo do desconhecido, prefirimos optar pelo mal conhecido: "é melhor manter o presidente mesmo. Pelo menos já sabemos do que ele é capaz."
Acho triste pensar assim. Eu já me decepcionei bastante nessa vida. Sou desconfiada e mantenho os dois pé atrás com todas as pessoas. Mas diante do novo, do poder de escolha ante uma situação que já não está bem, prefiro conhecer novas propostas e pessoas e aí sim tirar minhas conclusões. Quando alguém me decepciona, nunca mais consegue obter de mim a mesma confiança que eu tinha. E aí, acho realmente que é preciso mudar, deixar pra trás aquilo que fez você se sentir enganada.
I'm not afraid
Of anything in this world
There's nothing you can throw at me
That I haven't already heard
I'm just trynna' find
A decent melody
A song that I can sing
In my own company
I never thought you were a fool
But darling, look at you. Ooh.
You gotta stand up straight, carry your own weight
'Cause tears are going nowhere baby
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And now you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it
I will not forsake
The colors that you bring
The nights you filled with fireworks
They just left you with nothing
I am still enchanted
By the light you brought to me
I listen through your ears
Through your eyes I can see
You are such a fool
To worry like you do.. Oh
I know it's tough
And you can never get enough
Of what you don't really need now
My, oh my
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Oh love, look at you now
You've got yourself stuck in a moment
And you can't get out of it
I was unconscious, half asleep
The water is warm 'til you discover how deep
I wasn't jumping, for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it
And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along this stony pass
It's just a moment
This time will pass


Já se sentiu como uma menina apaixonada que só sabe pensar nele? Acordo com ele no pensamento e fico imaginando como poderia ser se ele estivessse realmente ao meu lado...
É impressionante como, mesmo tendo crescido (!), como em plena segunda –feira braba de trabalho e ainda me refugio por uns minutos imaginando imaginando imaginando.
Puxa, pensei que nunca mais ia ter aquelas de quando vê-lo, ou quando escuto-o dizendo algo, fico sorrindo como boba. Acho tudo que ele faz lindo. Tenho muito medo disso. Homens são homens, né?
A questão é que só me cabe imaginar. Desta vez o vôo foi alto demais. É tão difícil tornar isso tudo real que de tanto tentar pensar como poderia ser, acabo achando que em breve isso se tornará real.
E às vezes receio estar ficando louca. Essa paixão (?) só pode ser secreta, é louca, incabível, mas muito perseverante. E como lutar com minha própria perseverança? Com meu próprio desejo que dê tudo certo?
Que agonia imaginar que eu posso estar me perdendo por tanto admirar alguém que está tão longe? Alguém que nem sequer sabe que eu o estimo tanto. Alguém que não sabe que faz parte das minhas orações. Alguém que não sabe que está dentro dos meus sonhos? E eu como fico? Como separar a realidade do sonho. O possível do impossível. A espera e a demora? A demora e a inércia?
Greta Garbo
Li no "Blônicas", um texto muito bonito da Milly Lacombe. Resolvi tentar fazer uma crônica sobre o tema...
A frase que mais me chamou a atenção foi essa: "Você pode destruir carros e viadutos, mas não sonhos."
- Você? Que surpresa boa!
- É, nós precisamos conversar.
- Tudo bem. Vamos sair pra jantar?
- Não, é melhor conversarmos aqui.
E assim foi-se mais uma vez aquilo que parecia ser perfeito. Ela arrasada, se perguntando o que poderia ter feito de tão errado que o tivesse feito tomar esta decisão.
Ele, sem saber se tomara a atitude correta. Mas achava que sim. Ele precisava viver a vida. Com ela ao seu lado era impossível.
Ela chorou. E o choro parecia não ter mais fim. Fim. Fim de seus planos, de seus sonhos, onde ele sempre estava presente. Ela simplesmente não entendia este fim.
Ele, numa festa. É, ele precisava aproveitar. Mas ele não entendia porque, mesmo livre dela, sentia um vazio. Um medo. Um receio. A festa estava como sempre. Bebidas, mulheres, amigos. Era o que ele queria. Mas porque então, agora que ele estava livre, essas coisas não pareciam tão boas e atrativas como quando ele estava comprometido. Foi embora. A noite não foi boa.
Ela, tentando se recompor. Tentando entender. As coisas estavam péssimas porque ela não entendia. Parecia que o mundo a havia traído. Como se aos outros fosse óbvio o motivo da separação. Mas pra ela não?
- Por que? Não estava tudo bem?
Sim, ela não resistiu e foi procurá-lo.
- Não teve um porquê. Não dava mais.
- Mas eu preciso entender. Foi algo que eu fiz?
- Não.
- Você não me ama mais?
- Não é isso.
- Eu sempre te amei tanto. Você nunca mais vai encontrar alguém que te ame tanto quanto eu.
Ele, pronto a voltar atrás, muniu-se de todo o orgulho que houvesse no mundo. - Não posso voltar atrás - pensava ele.
- A gente não estava mais dando certo. Você não percebe?
- Não, não percebo. Percebo que todo este tempo estive cega, achando que o meu amor era suficiente para tornar tudo perfeito.
Ele a olhou com medo, medo de perdê-la definitivamente.
- Você e sua mania de ser prático. Ser frio.
- Não sou frio.
- Eu ainda estou me perguntando o porquê. Mas acho que algumas perguntas devem ficar sem respostas. É melhor assim.
- Calma, vamos conversar direito. Disse ele quando a viu limpando seus olhos e aproximando da porta.
Sim. Ele queria abracá-la. Deixar pra trás esta idéia tola do fim. Ele já não sabia mais ficar longe dela e ainda não havia percebido. Aquela vida de solteiro, desregrada, já não cabia mais pra ele. Ele havia crescido. Queria uma parceira, uma companheira. Queria a ela. E por que fazê-la sofrer?
Tentou falar. Não conseguiu.
- Conversar o que mais? "Você pode destruir os seus prédios,viadutos, mas não os meus sonhos." Não vou deixa-los pra trás. É melhor eu ir embora.
- Espera!
Já não houve mais tempo. Ela havia partido. E agora ele estava de coração partido. Pensando em como recuperá-la. Com medo. Medo de ter posto tudo a perder.
É melhor dormir. Amanhã a vida recomeçaria. E ele ia tentar por tudo no lugar. Se houvesse tempo.
Evair - no auge!
Talvez não seja muito comum uma mulher gostar de futebol e eu afirmo: sofro preconceito.
Ninguém acredita que eu sei o que é impedimento, ou que sei a escalação completa do Palmeiras. Ou pior: ninguém quer me levar a sério quando começo a discutir sobre o assunto. Mas isso, é até eles perceberem que eu entendo mais do que eles. Aí, eles param o assunto, mas por falta de resposta.
Eu prefiro assisti a um bom jogo do meu Palmeiras do que ver novela. Adoro jogos aos sábados à tarde. Vou assistir em uma padaria, na companhia do meu avô. Este é o único que me leva a sério.
A verdade é que nós mesmas temos preconceito. Reconheço que acho que o futebol feminino é feio. Parece que é muito bruto para o "sexo frágil". Que feio confessar isso.
Fico pensando... somos nós mesmas que definimos "coisas de homem" e "coisas de mulher". Quem foi que disse que homem não pode gostar de shopping e que mulher não pode ser chegada no futebol?
Ninguém. É o costume, apenas.
Mas pergunte se eu me importo com isso? NÃO NÃO E NÃO. E domingo estarei lá no Palestra Itália, assistindo meu time recuperando a boa fase. (Tomara Deus!)
Escrito no sábado...
Hoje é segunda... e meu time goleou 4 X 0!!!
Como é mágica essa força que o futebol tem aqui no Brasil. Salvas as exceções, o futebol atua como fator "alegrante" ou "frustrante". Quando meu time não joga bem, eu nem gosto de conversar. Mas quando dá um show como o que deu ontem, eu quero contar pra todo mundo.
Às vezes eu acho que estou meio louca. Estou muito obsecada... Parecendo homem. Nem meu namorado gosta tanto de futebol assim rsrsrsrs... Mas não faz mal... Que é uma delícia curtir um futebolzinho. Ah, isso é.